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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma Transamérica que valia por três

Quem acompanha o meu trabalho sabe que, se tem uma coisa que eu gosto, é falar e escrever. Daí o motivo de ter esse blog.

Mas para estar sempre escrevendo e falando bem é necessário ser um bom ouvinte e um leitor atento. Além de uma “pitada” de humildade - que não faz mal a ninguém.

Assim, hoje – embora tenha dito exatamente isso por várias vezes – não vou escrever nada.

Apenas quero dar os parabéns a duas pessoas. Ao Anderson Diniz Bernardo do blog MidiaClipping – onde eu li a matéria. E a Gabriel Passajou, consultor e produtor de rádio, que com destreza publicou em seu blog.

Você que gosta do rádio não perca nem um trecho da matéria a seguir que ainda te dá, de brinde, 3 vídeos de umas das maiores potências da época, a saudosa Rede Transamérica.

A seguir, na íntegra:

A Transamérica é uma das maiores redes de rádios do país. Mesmo assim, quem ouve rádio há mais de 15 anos - estou ficando velho! - lembra da época em que a emissora, bem antes de se dividir em Pop, Hits e Light, era um fenômeno de audiência e uma referência em FM. Bem diferente do que hoje é a Transamérica Pop.Na semana passada o Gabriel Passajou postou em seu blog os vídeos de uma reportagem de Goulart de Andrade no "Comando da Madrugada", ainda no SBT, mostrando os bastidores dessa Transamérica de 15 anos atrás, e escreveu um artigo perguntando - e respondendo - como ela conseguiu perder a "magia" que tinha nessa época.Pensei em repetir aqui apenas os vídeos, e comentar as diferenças entre a Transamérica de hoje e a de antigamente, mas decidi repetir também o artigo. Os vídeos explicam melhor que ninguém o passado, e o texto, mais do que enumerar as evidências dessa perda de magia, fala sobre o que levou a isso. Confira:
Antes de mais nada: Como a Transamérica conseguiu perder a magia dos anos 90? Se você ver os vídeos abaixo, obterá a resposta: MATERIAL HUMANO.O que os proprietários tem que entender é que o rádio é feito por PESSOAS e não TECNOLOGIA.A tecnologia é apenas um INSTRUMENTO, que usado por profissionais apaixonados, motivados e competentes, fazem milagres como foi a Transamérica até os anos 90. Via de regra, atualmente a maioria das emissoras fazem o oposto, ou seja, colocam o fator humano de lado, com baixo salário e sobrecarregado (afinal, quanto menos custos, maior o lucro, não é genial?), e deixam a alma da rádio a cargo dos computadores, no piloto automático.Minha pergunta: Amigos donos de rádio, ISSO FUNCIONOU?Será que não é justamente POR CAUSA DISSO o rádio tem perdido prestígio e saído cada vez mais da vida das pessoas?Será que é possível fazer rádio de qualidade com um terço dos funcionários de 10 anos atrás?Vocês já notaram a quantidade de pessoas que dizem hoje que "não ouvem rádio"?Veja os vídeos abaixo e você verá GENTE por todos os lados, de carne e osso dando a vida pela marca Transamérica. Será que é essa a paixão que vemos nos corredores das rádios no Brasil HOJE?Respondam: Estou sendo um idiota saudosista ou falando uma verdade absoluta?A economia burra está jogando o veículo rádio no ostracismo. Colegas de profissão: RÁDIO É DETALHE. É no detalhe que o rádio chega à perfeição. Significa que rádio bem feito deve ser milimetricamente planejado e com pessoas certas nos cargos certos.O "detalhe" só conseguimos de um jeito: Com a técnica e experiênca. Com o "savoir faire". Isso demanda anos, preparação intelectual, cultural e vivência. Ou seja, só os melhores profissionais tem isso. Mas, ONDE ELES ESTÃO? Demitidos ou muitos já mudaram de setor. E eles são os únicos que podem salvar o rádio.Não há condições de fazer rádio com funcionário humilhado, mal pago e com acúmulo de funções.No especial abaixo, uma bela surpresa. Sandro Anderson, falecido recentemente, apresentando o Transa Louca (e ainda com cabelos, rsrsrs). A Transamérica em primeiro lugar no Ibope (hoje é 22ª), atingindo mais audiência que a Rede Globo. Veja o estúdio da Transamérica, onde gravaram grandes artistas como Paul Simon, e até ganharam o Grammy. Essa era a TRANSAMÉRICA.Caros estudantes de rádio, ver esses filmes vale mais do que 4 anos na faculdade. Eu garanto.Boa viagem:


1º PARTE




2º PARTE



FINAL



Uma observação: se você cogitou que a Transamérica possa estar enfrentando alguma crise, vale lembrar que ela faz parte do Grupo Alfa, de Aloysio de Andrade Faria (a quarta pessoa mais rica do país, segundo a última lista da revista Forbes). E ela não é um "patinho feio" do conglomerado: no começo do ano passado, uma matéria do Portal da Propaganda anunciou a rede de rádios como "a que mais cresce no Brasil".
Será que ela poderia ser melhor?

Um comentário:

Anderson Diniz disse...

Edgar,
Muito obrigado pela citação e pelos parabéns! =)

Abraços!!!