Opinião
O Futuro do rádio
Eu compartilho da – polêmica - opinião de que no futuro teremos o rádio 100% segmentado. Ou seja, teremos uma rádio que vai falar ao público jovem, uma ao popular, outra ao adulto, algumas com programações jornalísticas – com suas variações, como é o caso da BandNews FM, que abriu um novo nicho no mercado da informação, outras com variedades – como esoterismo (Mundial Fm), retransmissões das programações do AM – e , outras arrendadas.
A essas, rádios arrendadas, quero explanar de forma concisa.
Quando se fala que uma rádio foi arrendada, logo se vem a seguinte pergunta: Qual a igreja que assumiu mais uma rádio agora?
Só que nem sempre é assim.
E detalhe, no futuro a tendência é que haja uma concorrência neste sentido.
Por exemplo, no FM da capital de São Paulo, temos algumas freqüências arrendadas por igrejas - como Nossa Rádio 91.3, Musical Fm 106.7 dentre outras - mas, também temos, outras freqüências arrendadas por grandes marcas. O que já é uma tendência, não só na cidade de São Paulo como em outras cidades.
Marcas como a Oi – que detém a 94.1, a Mitsubishi – com a 92.5 e a Sulamerica em 92.1, já se fazem presente ao dial paulistano.
E tenha certeza, num futuro muito próximo, vem muito mais por ai.
Isso decorre de um sistema que incide vários custos e que só tem funcionado nas mãos de grandes grupos.
Salvo, raríssimas exceções, quem tem gerenciado muito bem essa transição - para o rádio segmentado – são grandes grupos como, aqui na capital, RMC – um dos precursores na segmentação do rádio aqui em São Paulo e Bandeirantes.
Não estou aqui me colocando contra ou a favor ao arrendamento. Mas isso só mostra a incompetência de gerenciamento, de seus controladores.
Afinal, quem não se lembra da Cidade (Sucesso)?
E, mesmo estando entre as rádios mais ouvidas de São Paulo, foi engolida pelo grupo Bandeirantes de rádio.
Vale lembrar, que essa tendência já existe, desde que eu me entendo por gente, nos Estados Unidos.
Saudemos, então, as mudanças.
Edgar Leonel
Sinta-se Feliz!
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